Mais sobre mim

Vou deixar essa parte mais divertida e caso tenha paciência pra ler, eis algumas curiosidades sobre mim. Aí está o “textão”:

1. Amarelo é a minha cor favorita e está carimbada no meu olho esquerdo

Amo amarelo, desde bem pequena. Também tenho uma mancha de nascença no canto do olho esquerdo, que tem uma coloração amarelada. Quando criança pintava com minhas caixas de lápis de cor e amarelo era o primeiro lápis que acabava, então tinha que comprar outra caixa inteira só pra ter essa cor novamente comigo. É tanto amor pela cor amarela que me casei com vestido de noiva com véu e tudo, mas amarelo.

2. Amo muito comer e viajar

Às vezes acho que sou um pouco gulosa, mas isso eu coloco culpa na herança de meus parentes por parte de mãe. Já me permiti muitas comilanças, mas não é legal com nosso corpo. Gosto muito de comidas excêntricas e doces, como com olhos. Também amo viajar, se pudesse, viveria conhecendo lugares novos, deve ser por isso que crio ambientes fantásticos que depois viram livros.

3. Sempre estou no mundo da lua e no universo da fantasia

Até hoje, fico um tempão parada, como se estivesse num outro mundo e estou mesmo! Até parece que estou fazendo nada. Mas na verdade, uso esse “nada” pra criar um monte de coisas. São personagens fantásticos, histórias, composições musicais, poemas, cenas de filme, objetos, móveis divertidos, etc. Deve ser por isso que fiz quatro graduações! E se fosse pra escolher, faria várias outras. É uma delícia viver no meu universo criativo, sempre em movimento!

4. Sou uma canhota “meio ambidestra”

Quem é canhoto sabe a dificuldade em conseguir manusear alguns objetos, como tesouras e abridores de latas. Destas e outras dificuldades, por ser “mais canhota”, eu tenho. Mas desde pequena, sempre tive uma certa habilidade também com a mão direita, o que me rendeu alguns privilégios, como tocar violão sem precisar trocar as cordas, usando o violão “dos destros”, ou como escrever razoavelmente com a mão direita, podendo usá-la quando a mão esquerda se cansava de escrever.

5. Sou neta de contadores de histórias/palavras e de imigrantes vindos da Letônia

Meu avô paterno nasceu num país chamado Letônia e minha avó paterna, apesar de ter nascido no Brasil, teve seus pais também vindos de lá. Dela, herdei a voz “soprano dramática”, que apesar de aguda tem um timbre mais grave e do meu avô, recebi esse sobrenome que tanto gosto: Bumbeer. Eles vieram ao Brasil para fugir de um regime político que estava sobre aquele país.

Já meu avô materno tinha raízes nordestinas, foi um contador de histórias e ainda cantador! Era muito destemido e aventureiro. “Competia” com os netos quem conseguisse dobrar apenas com os dois dedos tampinhas de garrafa, e era só ele quem ganhava as competições. Já minha avó materna era inventora de palavras, não esqueço de uma bem estranha que quando falava, a família inteira caía na gargalhada: impeidável. Dizia que na vida, havia coisas e pessoas impeidáveis. Até hoje penso sobre os vários sinônimos que a palavra “impeidável” pode ter. Essas referências dos meus avós me ensinaram a amar coisas excêntricas, viagens, reais ou inventadas e a cultura popular.

6. Eu, minha irmã e duas primas fazíamos muita festa

Eu e minha irmã Janaina íamos todas as férias passear no sítio dos avós maternos, quando pequenas. Lá, brincávamos com duas primas, Pâmela e Dâmaris, muito alegres e engraçadas. Pâmela a mais velha, ensinava-nos a fazer gatinhos e cestos de barro, criar uma casinha na mata separada por cômodos que eram os pinheiros e “montar” todos os móveis desta casa com os depósitos de madeiras e coisas recicladas.

Também fazíamos compras no “mercado” que por sua vez era a horta da minha avó, com uma “cesta de compras”, o que na verdade era um carinho de mão, (neste “mercado” achamos até cobra e bichos cabeludos!). Também criamos personagens com roupas antigas que havia no “baú da vovó” (é serio!) e visitávamos casas de madeira abandonadas e assustadoras que havia no sítio. É pouco espaço pra escrever tantas aventuras que nós quatro vivemos, o que me levou a gostar desse universo lúdico, em que as brincadeiras inventadas são mais divertidas do que as já vem “prontas”.

7. Meu pai sem saber, era um artista e me ensinou a fazer arte

Seu Ronaldo montava palcos de teatro improvisados dentro de casa, com dois andares. No andar de cima, eu pulava e ensaiava apresentações que quase quebrava o palco na cabeça dele e da minha irmã, que estavam na “parte de baixo” deste palco. Ele me ensinou a desenhar, colocando todos os detalhes do rosto e corpo dos personagens, o que me influenciou a ser uma ilustradora muito detalhista.

O pai arremessava seu sapato no alto do coqueiro pra pegar os coquinhos no passeio público, sapato que às vezes caía na cabeça de pessoas que por azar estavam passando embaixo do coqueiro. Elas ficavam furiosas e era muito engraçado! Eu também maquiava o rosto dele além de vesti-lo com as roupas da minha mãe (meu Deus, como ele deixava fazer isso?), ao ponto de uma vez pintar a boca do meu pai com um batom “permanente” de embalagem verde, do Paraguai, que o fez ficar o dia inteiro com a boca vermelha! Mas ficava chateada, porque ele era narigudo e bigodudo e continuava com cara de homem, mesmo com tanta maquiagem e roupas de mulher.

Soube que gostava de violão e escrever poesias quando pequeno, tinha o olhar parecido com do pintor Van Gogh… era como um livro fechado. Às vezes me pego pensando no meu pai como um artista que me ensinou a fazer arte também, talvez seja por isso que goste tanto de desvendar mistérios, além de ter o amarelo como minha cor preferida, a mesma de Van Gogh.

8. Meu marido é contador de histórias e o melhor “crítico das minhas artes

Sou casada com um professor de História que sabe contar “causos” como ninguém, é ele que de uma maneira leve e divertida tem me ajudado a divulgar o “Rei Doidão”. Ele é bem falante e mantém no meu coração um grande estoque de histórias afetivas. Também analisa pacientemente a criação dos meus livros, músicas e desenhos e como uma criança sensível e inteligente, dá as melhores sugestões sobre este, ou aquele detalhe do qual criei.

Seu grande senso de humor e criatividade facilita e inspira minha produção em literatura infanto-juvenil, é ele quem mais me motiva a continuar trabalhando com literatura, o que me faz muito feliz. Juntos, temos vivido grandes aventuras, queremos e estamos transformando o mundo, inventando lugares de sonhos, cantorias, contações de historias e seres fantásticos!

9. Minha mãe me deixou como herança o amor à educação e juntas iniciamos uma ONG

Dona Maria, minha mãe, é a professora e mulher da minha vida! Até hoje ela me ensina a amar a educação e por seu incentivo, também sou professora, com muito orgulho. Ela lecionou e depois foi diretora por quase 30 anos numa escola que se tornou referência de qualidade na região; sempre foi muito generosa e ajudava quem quer que fosse. Juntas, demos início ao Instituto TEAR, que se propõem transformar vidas por meio da arte, educação, comunicação e saúde mental.

Hoje percebo o quanto sou parecida com ela, apesar de ser mais excêntrica. A melhor e maior herança que minha mãe me deixou foi o seu legado, o qual influencia profundamente minhas escolhas e decisões até hoje e que sempre estará guardado no meu coração. Caso queira saber mais sobre Instituto Tear, entre no instagram @ministeriotear

10. Eu acredito no Rei Doidão!

Essa é a mensagem mais importante nesse texto sobre “quem sou”. E é o que desejo que você conheça de fato. Alguns podem me achar louca, ou até pensar mal de mim, mas não me importa: o Rei Doidão existe de verdade e ele está voltando. Você pode ver que há pessoas mentindo e só se importando com elas mesmas, tendo um amor fingido. As amizades verdadeiras como algo difícil de ser encontrado e o dinheiro sendo endeusado. Pior, todas essas coisas estão sendo misturadas com uma aparência de bondade e este fingimento todo só vai aumentar, será ainda mais difícil confiar no ser humano. Realmente, o nosso planeta, o tal “mundo dos normais” está ficando de cabeça pra baixo e vai ficar ainda mais bagunçado, será cada vez mais difícil morar aqui na terra. Isso é apenas o começo de tudo que está prestes a acontecer.

Esses são sinais assustadores que anunciam que o rei dos reis está voltando! Eu acredito neste rei e gostaria que você acreditasse também; mas saiba que, você crendo ou não, ele existe de verdade. Se não acreditar agora, acreditará depois, mas infelizmente será tarde… Ah, ele te ama muito, e me ama também. Embora muitos confundam amor com o fato aceitar que o outro faça tudo que se tenha vontade, sem medir as conseqüências, o que de fato não é amor. Quem ama, tem coragem de revelar até aquilo que desagrada ao outro, pois quer o melhor ao que tem demonstrado esse amor.

Tenho escrito sobre este Rei em toda a minha vida, com minhas experiências, tanto as boas, quanto as ruins; mas o rei restaura e transforma em algo belo até mesmo aquilo que nos feriu e deformou. O livro do “Rei Doidão Alfa” conta muito sobre o sofrimento que crianças e adultos passam e às vezes não falam pra ninguém, mas também apresenta por meio do Rei Doidão, a possibilidade de cura e encontro da identidade perdida. O livro “As Equações Gripadas” reflete sobre a tal normalidade que mais do que nunca, hoje precisa ser refletida. Estes dois livros fazem parte o início da série de livros “Rei Doidão”.

Saiba que o Rei te conhece e sabe de todas as coisas que tem passado, por mais absurdo que este texto lhe pareça. Ele tem me dado capacidade de criar desenhos, histórias e músicas pra anunciar com todas as minhas forças sua volta: o Rei está voltando!


Você só verá a glória se colocar sua coroa de cabeça para baixo
e quando conseguir, verá que a glória nunca foi sua!

O REI DOIDÃO